Pesquisar este blog
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Impressao serigráfica
Um pouco sobre a história
Serigrafia tem suas origens em estampas e gravuras da dinastia, por volta de 960 e 1.279 dC. Mais tarde, no século XV, os japoneses passaram a utilizá-la para transferir desenhos à tecidos de seda.
Este processo chegou no Ocidente no final do século XVIII, mas só foi comercialmente utilizado no século XX, quando a malha de seda tornou-se mais acessível, possibilitando seu uso de forma lucrativa.
Foram os europeus que utilizaram o processo de serigrafia pela primeira vez para impressão em papel de parede, feito de linho, seda e outros tecidos finos. Com a expansão do mercado, a técnica tornou-se mais refinada e hoje é considerada uma tecnologia industrial valiosa.
Andy Warhol é considerado a primeira pessoa a popularizar a serigrafia como silk-creen.
A impressão Serigráfica ou Permeográfica
A serigrafia pode ser manual. Um
exemplo é a típica impressão de cartazes lambe-lambe, aqueles que
são colocados em muros. Existem também máquinas que aumentam a produção e que
são utilizadas para várias bases como impressão de sinalizações de ruas,
eletroeletrônicos, papéis de parede, rótulos de CD e reproduções com grandes
formatos.
A qualidade desse tipo de impressão depende basicamente da densidade da
tela, do tipo de equipamento que é utilizado, da qualidade e qualificação da
mão-de-obra e do original que será reproduzido. Com a serigrafia, é
possível conseguir uma impressão de baixa, média ou alta
qualidade para pequenas e médias tiragens.
Apesar de ser usada ainda para reproduções de grandes
formatos, a serigrafia vem perdendo lugar para a impressão digital com plotter por
ser uma técnica antiga e lenta de modo geral.
O que é Serigrafia?
Serigrafia, também conhecido como silk-screen ou
impressão a tela, é um processo de impressão à base de estêncil na qual a tinta
é forçada através de um crivo fino para o substrato abaixo dela. As telas foram
feitas originalmente de seda e, por este motivo, o nome de origem grega - seri
(seda) e gráfia (escrever ou desenhar). A palavra serigrafia pode ser usada
como sinônimo de silk-creen, mas é muitas vezes utilizada para impressão de
itens de produção em massa como camisetas, cartazes e canecas. Hoje, as telas
são desenvolvidas em poliéster ou nylon, finamente tecidas.
Esta é uma técnica de impressão muito versátil e
permite obter uma grande variedade de resultados. Os tons sutis com
características de aquarela, por exemplo, bem como reproduzir a densidade e
riqueza de cores da pintura a óleo.
O processo de impressão
O processo de impressão consiste em vazar a tinta –
pela pressão de um rodo ou puxador – através da tela previamente preparada. A
tela (matriz serigráfica) é esticada em um bastidor (quadro) de madeira,
alumínio ou aço. A matriz é gravada pelo processo de fotosensibilidade, onde é
preparada com uma emulsão fotosensível e colocada sobre um fotolito e,
posteriormente, sobre uma mesa de luz.
Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais
que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do
tecido. Os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão)
são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotosensível exposta a luz.
Para cada cor de impressão é utilizada uma matriz,
resultando em um impresso com grande densidade de cor, saturação e
textura.
Impressos serigráficos como obras originais
Impressos serigráficos são obras originais e não podem
ser considerados reprodução.
Embora existam máquinas serigráficas automatizadas, o
processo manual ainda é muito utilizado, principalmente por empresas de pequeno
é médio porte.
Por este motivo, os profissionais gráficos, assim como
artistas plásticos que utilizam esta técnica para impressão de projetos, a
consideram como uma técnica que não permite reprodução, e sim a impressão de
cópias sempre originais.
As tecnologias da impressão em silk-screen
Os principais países que utilizam a técnica de
silk-screen são os Estados Unidos, o México e a India, de acordo com o site
americano Serigraph. Recursos técnicos, assim como químicos e capacitação
profissional como especialistas e engenheiros de tinta, são especialmente
importantes para apoiar e assegurar que as especificações exigidas para o
projeto sejam cumpridas.
Os designers têm a função de auxiliar os clientes no desenvolvimento de layouts de alto impacto e soluções específicas para a impressão em serigrafia e, com isso, dar vida a produtos e marcas e permite trabalhar com grossas camadas de tinta e possui a maior tela de impressão do mundo.
Sistema de impressao
Os designers têm a função de auxiliar os clientes no desenvolvimento de layouts de alto impacto e soluções específicas para a impressão em serigrafia e, com isso, dar vida a produtos e marcas e permite trabalhar com grossas camadas de tinta e possui a maior tela de impressão do mundo.
Sistema de impressao
Quando um projeto gráfico deve ser impresso em uma impressora comercial,
será muito importante definir, antes mesmo do início do projeto enquanto
arquivo digital, qual será o sistema
de impressão e o
tipo de papel em que esse projeto será impresso.
Não só por questões de orçamentos, mas também por questões intimamente
ligadas à estrutura interna do arquivo. Para discutir estas questões procure a
gráfica de sua preferência e exponha as características principais do projeto
(tiragem, tamanho final, número de cores etc.), para que ela possa auxiliá-lo
numa escolha mais adequada do sistema de impressão e tipo de papel.
Existem vários sistemas de impressão, cada um mais adequado ao tipo de
aplicação:
·
offset,
·
flexografia,
·
serigrafia,
·
tampografia,
·
impressão
digital
·
etc.
A utilização de cada um vai depender de alguns fatores, tais como:
·
o
tipo de suporte (papel, plástico, adesivo...)
·
a
qualidade estética final do material impresso,
·
a
resistência do material,
·
a
tiragem etc.
O offset
É um dos sistemas mais utilizados pelas gráficas, devido à alta qualidade
e ao baixo custo que oferece, principalmente para grandes quantidades. É um
sistema de impressão indireto, conforme a palavra original
inglesa, baseado na repulsão tinta-água.
Os processos de impressão exigem a confecção de
fotolitos e as subseqüentes chapas de impressão (matrizes). Atualmente, existe
também o offset digital, que dispensa o uso dos fotolitos, também chamado de
processo direto para a chapa (direct to plate ou computer to plate).
O sistema offset permite o uso de várias cores, retículas uniformes ou
variáveis, de modo que as cópias obtidas podem ser de alta qualidade.
As máquinas offset podem ser planas ou rotativas, sendo que as rotativas
servem para grandes tiragens e as planas para médias e baixas tiragens.
As impressoras podem variar o número de tintas que imprimem
simultaneamente: existem impressoras offset que imprimem apenas uma cor e
aquelas que imprimem até dez cores automaticamente (ciano, magenta, amarelo,
preto e mais seis cores especiais).
A
flexografia
Um sistema de impressão em alto-relevo a partir de matrizes de borracha
(fotopolímero), confeccionadas a partir de arquivos digitais à laser ou
fotolitos.
As características da flexografia permitem impressão
sobre vários tipos de materiais, além do papel (plásticos, laminados,
poliéster, plásticos em geral, papéis para presentes, tecidos, papelão ondulado
etc).
A
serigrafia (silk screen)
É um dos mais antigos processos de impressão, sendo bastante artesanal e
sendo um dos processos mais flexíveis pois pode ser realizado na maioria dos
materiais existentes na terra; hoje é um processo muito usado no acabamento de
produtos gráficos, nas industrias do ramo automobilistico, elétrico,
eletrônico(painéis, placas de circuito impresso, computadores, teclados,etc..),
construção civil, comunicação urbana, industria textil, produção artistica, e
outros. Atualmente, o seu processo é totalmente automatizado.
Dos fotolitos,
as imagens são gravadas por processo fotográfico em telas sintéticas especiais
revestidas com uma finíssima camada impermeável às tintas; as regiões gravadas
com a imagem são permeáveis às tintas, ao contrário do resto da tela, que
permanece impermeável; cada tela é fixada numa moldura rígida e posicionada
sobre a superfície a ser impressa.
A
tampografia
É um sistema indireto de impressão que utiliza um clichê em baixo relevo.
A imagem é transferida da matriz para o suporte através de uma peça de silicone
denominado tampão. O tampão pode ter diferentes formatos, o que, aliado a sua
flexibilidade, permite a impressão em superfícies irregulares, tais como:
côncavas, convexas e em degraus (não planas).
Atualmente utiliza-se em concorrência com a serigrafia no campo da
estamparia de objetos tridimensionais.
Aplicações típicas incluem brinquedos, relógios, eletrodomésticos,
vidrarias, brindes, pratos, teclas de computador, painéis de aparelhos
eletrônicos, canetas, e outros.
O
Hot-Stamp (estampa quente)
É um sistema semelhante à tipografia (matriz de impressão - clichês - é
dura e plana, normalmente de metal, na qual grafismo a ser impressa está em
alto-relevo), porém o clichê não recebe tinta, sendo apenas aquecido e
pressionado sobre uma tira de material sintético revestida de uma finíssima
camada metálica.
Quando a camada metálica é pressionada pelo clichê quente, desprende-se da
fita e adere à superfície do material a ser impresso.
Esse sistema é utilizado para imprimir pequenos detalhes, produzindo
efeitos metalizados.
O processo de Hot Stamping é muito utilizado em trabalhos monográficos,
trabalhos escolares, e arquivos.
A impressão em Hot Stamping pode ser feita em livros de capa dura, ou
mesmo em outro tipo de material, como papelão, calçados, ou artigos de couro.
Impressão digital
Dispensa o uso de fotolitos e é feita em copiadoras coloridas (para
pequenas tiragens até 200 cópias), plotters (para impressão de grandes
formatos), impressoras de provas digitais e também as chamadas de impressoras
digitais que imprimem grandes tiragens sem fotolitos.
Ao longo do tempo a impressão digital foi ganhando espaço no mercado
gráfico, conseguindo a mesma qualidade e durabilidade das impressões
"off-set" e permitindo praticamente todos os acabamentos e
encadernações. Os desafios da impressão digital estão focados em reduzir os
custos para a popularização de seu uso. Algumas gráficas de vanguarda
aprimoraram o seu uso com a técnica de impressão híbrida, parte do material é
produzido no tradicional off-set e outra em processo de impressão digital,
permitindo um impresso de altíssima qualidade e aplicações de personalizações,
tanto de texto quanto imagens. Os altos investimentos feitos por empresas como Xerox, Canon, HP,Kodak, Konica Minolta em tecnologias e
processos de impressão digital sob demanda faz com que sistema
de impressão digital cresça em torno de 20% acima do que a impressão gráfica
convencional offset no mercado.
domingo, 6 de julho de 2014
Resumo da Obra_Balada de Amor ao Vento_de Paulina Chiziane. Jaime
Balada de amor ao vento
Narrado na primeira pessoa, por uma mulher, o
romance da voz a uma personagem antes silenciada historicamente e denuncia a
condição inferior feminina em Moçambique, desconstruindo signos sócio culturais
em busca de discutir a realidade vigente e reconfigurando a identidade
nacional.
Esta
obra representa um marco na literatura moçambicana. Publicado em 1990, o
romance foi o primeiro no pais a tematizar o quotidiano do universo feminino evidenciando
signos sócio culturais que denunciam o lugar secundário reservado a mulher.
Balada de Amor ao Vento -Resumo
Sarnau
sente saudades da sua terra natal Mambone em comparação com a terra em que
reside actualmente, Mafalala. A saudade que Sarnau sente de sua terra deve-se
ao facto de ter sido lá onde ela conheceu o seu grande amor de juventude, o Mwando.
O rapaz
pelo qual ela se apaixonou e tivera um namorico com ela quisera ser padre e
depois de se apaixonar fora descoberto pelo padre e expulso do colégio de
padres que frequentara.
Mwando
não teve dificuldades para se comportar com os jovens da sua aldeia e com Sarnau,
ao lado parecia que o sol não desaparecia para que eles pudessem namorar.
Mwando
quebrou o juramento que fizera de não acreditar em almas, fê-lo porque dormiu
com Sarnau fazendo-a sua mulher e que estava apaixonado.
Mwando
andou um tempo sumido e reaparece quando Sarnau diz estar grávida. Nesse
momento ele diz que vai se casar com uma mulher que seus pais escolheram.
Sarnau dispôs-se a ser além da primeira esposa, mesmo assim, Mwando por ser
cristão não aceitou e na despedida Sarnau quase foi atacada por uma serpente.
Ficou sozinha e pensou em morrer. Caminhou para o lago onde tentou afogar-se e
foi salva por um pescador. Depois de um tempo Sarnau é lobolada por um futuro
rei com 36 cabeças de gado, daí ela fez parte da família Zucula.
Casou-se
com Nguila, que era o homem mais desejado por todas mulheres, teve um casamento
cristão, embora não tivesse sido baptizada.
Nguila
tinha 15 esposas. Depois de casada começou a ambicionar o poder da rainha e não
via a hora da sua morte para ficar com todo poder de soberana. A sua oitava
sogra contava-lhe histórias de feitiço que ali havia. Quando ela a abandona,
vai para o quarto e encontra seu marido na cama com outra mulher, nada podia
fazer, apenas chorar sem reclamar.
Sarnau e
Mwando encontram-se, Mwando pede desculpas e despede-se. Sarnau sente-se
arrependida de tê-lo deixado partir e corre à sua trás. Sarnau e Mwando fazem
amor e despedem-se.
Sarnau
pensa em cometer um adultério. Os dois encontram-se novamente na caverna. Sarnau
descobre que está grávida de Mwando, fica apreensiva com medo que o marido
descubra, mas o seu marido deu-a a noite de amor que a anos desejava.
A Phati
tentou matar Sarnau usando um feitiço, mas o seu marido descobriu, no sonho, e
espancou-a. Phati tomou um veneno para se matar.
Enfim,
nasce o menino, Sarnau sofre para ter o menino. Mais uma vez Sarnau e Mwando encontram-se,
Phati descobre tudo e conta ao rei. O rei fica desconfiado e diz a Sarnau que
ela e Phati devem beber o Wanga para descobrir quem fala a verdade.
Sarnau,
para não ser descoberta, junta suas
trouxas e foge com Mwando.
Em casa
de Maria, Mwando bebia Sura quando de repente chegaram três homens um dos quais
Nhambi que fora colega e amigo durante os ritos de iniciação. Mwando esconde-se
em uma sombra que depois o amigo foi se sentar também nela. Mwando decide
contar a verdade para Nhambi, este que depois de ouvir o arrependimento do Mwando
fez uma cara de nojo porque, segundo ele, arrependimento não é tolerável nos
homens. Nhambi conta que ele e os seus dois companheiros tem a missão de matar
o Mwando, mas Nhambi deixa Mwando voltar para casa para decidir sobre a sua
vida. Mwando expulsa Sarnau.
Mwando
foi atraído para uma armadilha pelo Sipaio que não gostou das declarações do
mesmo a quando da sua prisão. Foi condenado por ter dorrmido com a mulher do Sipaio,
andou triste, todos pensaram que era pela condição, mas ele chorava pela Sarnau.
Foi levado com outros como escravos. Durante os trabalhos forçados na floresta,
muitos morriam por picadas de cobras, ataques de hienas, leões e mais.
Quando
alguém morria era chamado o Padre Moçambique e o curandeiro Januário para
purificar as almas dos mortos. Um tempo depois, Mwando lia orações e mesmo
naquelas condições ele encontrou a felicidade porque depois de um tempo conseguira
satisfazer a ambição de usar a Batina Branca, Baptizar e Cristianizar. Fazia
missão aos domingos e algumas vezes a celebração de casamentos.
Suas habilidades
eclesiásticas foram aperfeiçoadas nas rocas onde os mortos eram frequentes.
Ganhou fama
e depois de um tempo Mwando é apelidado de Padre Moçambique. Depois de um tempo
os colonos reconheceram em Mwando o homem que precisavam, o purificador das
revoltas nas rocas. Ganhou um estatuto diferente embora escravo, e teve uma
casa independente, trabalhava pouco nas machambas, ocupando se em maior tempo
em rituais da igreja. Mwando continuou com os seus trabalhos da igreja e dispôs
o curandeiro Januário a largar dos espíritos. 15 Anos depois Mwando não era um rapazinho
de Mambone mas sim um homem adulto duro e maduro. Conquistou a confiança do Degredo,
fez uma pequena fortuna, conquistou uma barraca de cimento, vendeu tudo,
correram rios de lágrimas na sua despedida.
Desembarcou
na Baia do Espírito Santo vagueou em Lourenço Marques durante dias para
recobrar forças da viagem. Depois tomou um outro barco que o levou a
Vilanculos.
Em Vilanculos
procurou a casinha que fora seu ninho de amor com Sarnau e lá estava erguido um
armazém, de nada lembrava o ninho de amor, pensou que ele tivera voltado a
terra natal e ele também seguia a viagem de volta a Mambone. Como um ladrão, Mwando
esperou a noite para seguir ate sua casa, e onde encontra sua mãe já velhinha e
ela se encheu de felicidade, e ele procurou saber da sarnau, a mãe disse que
ela estava em Lourenço Marques a levar uma vida desgraçada e da mesma forma que
veio ele partira ao seu encontro.
Mwando e
Sarnau encontram-se em Lourenço Marques, Sarnau conta-lhe que a quando da sua
partida estava grávida de Mwando e que tem dois filhos. Sarnau não perdoa Mwando
por ter a abandonado e exige 24 casamentos para perdoá-lo, Mwando diz não ter
dinheiro para tal.
Sarnau
vai para casa e finge estar doente, Mwando bate a porta e Phati, filha de
Sarnau e Mwando, abre a porta e pergunta quem era o homem. O homem diz ser seu
pai e Phati, feliz, chama seu irmão João e juntos vão ao encontro de Sarnau.
Sarnau e Mwando decidem esquecer o passado e viver juntos.
Assinar:
Comentários (Atom)